Resistir
“Resistir”
Na pedra de uma torre francesa, alguém gravou uma palavra: resistir. A tradição diz que foi uma prisioneira. Ninguém pode provar. Mas as cartas dela existem. (Marie Durand, presa na Torre de Constance de 1730 a 1768)
Quem era
Marie Durand era do Bouchet de Pranles, no Vivarais, filha de Étienne Durand, escrivão consular, e de Claudine Gamonet. O irmão, Pierre Durand, era pastor do Deserto: o culto reformado clandestino, proibido desde a Revogação do Édito de Nantes (1685).
Na lista que escreveu de próprio punho em 1754, ela se registra "por ordem do rei, presa em sua casa por causa do ministério de seu irmão", "por lettre de cachet", "cativa desde o ano de 1730".
O ano em que nasceu diverge (1711 ou c. 1715). Por isso o vídeo não diz a idade dela.
A vida na torre
Num recibo de 23 de fevereiro de 1740, as presas declaram ter repartido o que receberam "de comum acordo entre nós", trinta e uma; Marie assina "pelas que não sabem assinar".
Na lista de 1754, escrita por ela, estão 25 presas. Entre elas, Marie Béraud, "cega desde a idade de quatro anos".
Boissy d'Anglas, que visitou a torre ainda menino, lembrou meio século depois: duas grandes salas redondas, as camas em volta, o fogo no centro e, no teto, uma abertura por onde entravam o ar, a luz, a chuva e o vento.
Linha do tempo
- 1730Entra na Torre de Constance
- 22/4/1732Pierre executado em Montpellier
- 21/5/1740Carta a Justine Peschaire: 31 presas
- 1754A lista das 25 presas, da mão dela
- 15/4/1762A casa "que resiste ainda"
- nov. 1766Beauvau começa a soltar as presas
- 1768Sai da torre, depois de 38 anos
- 1776Morre no Vivarais
“A caridade é o verdadeiro princípio da nossa religião, e eles não a praticam.”
“La charité est le véritable principe de notre religion et ils n'en exercent pas la profession.”
Na mesma carta: "em dez anos que estou aqui, nunca nos mandaram nada do dito Vivarais." E os verdadeiros cristãos serão condenados "por não terem visitado Jesus Cristo na prisão, na pessoa dos seus membros" (cf. Mateus 25:36).
“Que a minha casa, que está arrasada, seja totalmente perdida: é para a glória de Deus. Mas a que resiste ainda ao inverno da perseguição, que se possa nela abrigar-se um pouco…”
“Que ma maison, qui est rasée, soit totalement perdue, c'est pour la gloire de Dieu; mais celle qui résiste encore à l'hiver de la persécution, qu'on puisse s'y mettre un peu à couvert…”
A carta não diz de quem era a casa arrasada. O "résiste" desta carta é palavra dela, provada; o da pedra é tradição.
Mito e fato
MitoMarie gravou "RESISTER" na pedra, com uma agulha de tricô.
FatoÉ tradição. As descrições antigas da torre (Boissy d'Anglas, Coquerel em 1841, Sagnier em 1880, Fliche em 1900) não falam da inscrição; o Musée protestant a diz atribuída "sem verdadeira certeza". A agulha vem de um artigo de 1945, sem fonte.
MitoFoi presa aos 8 anos.
FatoErro de um relato embelezado (Boufflers). Coquerel e Sagnier corrigiram: pela lista que ela mesma escreveu, tinha uns 15 anos em 1730.
MitoBeauvau libertou todas numa só visita, em 1767.
FatoRelato embelezado (Boufflers). Paul Rabaut já fala de solturas em novembro de 1766; em agosto de 1768 ainda havia cinco presas. Marie saiu em 1768.
O que se ouve no episódio
A narração completa, com as falas dos personagens. As falas são palavras registradas, com a fonte na lista abaixo.
NarradorNa pedra de uma torre francesa, alguém gravou uma palavra: resistir. A tradição diz que foi uma prisioneira. Ninguém pode provar. Mas as cartas dela existem.
Marie DurandSempre cativas, muito frequentemente na miséria.
NarradorEra Marie Durand, do Vivarais. Na França de Luís XV, o culto protestante era proibido; os pastores pregavam escondidos, no Deserto. Pierre, o irmão dela, era um deles. Em 1730, ela foi levada para a Torre de Constance, em Aigues-Mortes. Numa lista que escreveu de próprio punho, anotou sobre si mesma:
Marie DurandPresa em sua casa, por causa do ministério de seu irmão.
NarradorEm 1732, Pierre foi preso e executado em Montpellier. Ela continuou na torre. Na torre viviam dezenas de mulheres presas pela mesma fé. Marie escrevia por elas: pedia socorro, agradecia as esmolas, assinava pelas que não sabiam. Numa carta a uma mulher da sua terra, de onde nada chegava, escreveu:
Marie DurandA caridade é o verdadeiro princípio da nossa religião.
NarradorOuviam que nunca sairiam senão sob condições contra a consciência. Marie não saiu. Em 1762, com mais de 30 anos de torre, escreveu sobre as suas casas no Vivarais:
Marie DurandQue a minha casa, que está arrasada, seja totalmente perdida: é para a glória de Deus. Mas a que resiste ainda ao inverno da perseguição…
NarradorA palavra da pedra lhe é atribuída pela tradição. Esta está na carta dela. Em 1766, ainda presa, escreveu a um pastor:
Marie DurandDá-nos pela graça a força de tudo vencer e de permanecer firmes. Temos a vista sempre voltada para a nossa querida Jerusalém.
NarradorNaquele ano, o comandante do Languedoc, o príncipe de Beauvau, começou a soltar as prisioneiras. Marie saiu em 1768, depois de 38 anos. Voltou ao Vivarais e morreu em 1776. Quem riscou a pedra, não sabemos. Quem escreveu as cartas, sabemos.
Galeria
Traduções literais nossas do francês, das edições impressas do séc. XIX (os manuscritos não foram vistos). Secundária: Musée protestant, "Marie Durand (1711-1776)".
Max Leenhardt, Prisioneiras huguenotes na Torre de Constance, 1892 (pintura do séc. XIX) · Musée Fabre, Montpellier · Domínio público (`File:Prisonnières huguenotes à la Tour de Constance.jpg`).
Édouard Baldus, Aigues-Mortes, foto, c. 1859 · Metropolitan Museum of Art · Domínio público (CC0) (`File:Aigues-Mortes MET DP138003.jpg`). A Torre de Constance não é identificável na foto: o crédito diz só "Aigues-Mortes".
Retrato anônimo de Paul Rabaut, pastor em Nîmes · Universiteitsbibliotheek Leiden · Domínio público (`File:Portrait of Paul Rabaut, minister BWB 240.tiff`).
G. B. Nini, medalhão do príncipe de Beauvau, 1770 · Metropolitan Museum of Art · Domínio público (CC0) (`File:Charles-Juste, Prince de Beauvau MET 153879.jpg`).
Para salvar
O resumo do episódio em oito cartões. Deslize para o lado.







Fontes de cada afirmação
Afirmações e fontes
| Narração | Fonte |
|---|---|
| Na pedra de uma torre francesa, alguém gravou uma palavra: resistir. A tradição diz que foi uma prisioneira. Ninguém pode provar. Na tela: "Inscrição na Torre de Constance · autoria atribuída pela tradição, não comprovada" | Musée protestant: "L'inscription « RESISTER » gravée sur la margelle du puits de la prison, est attribuée sans vraie certitude à Marie Durand"; Wikipedia (fr), "Tour de Constance" ("On lui attribue… REGISTER"). Silêncio das descrições antigas da torre: Boissy d'Anglas (c. 1763, em Coquerel, v. II, p. 441–442), Coquerel (1841, v. I, p. 442–443), Sagnier (1880), Fliche (1900). A forma das letras (R E C I S T E R, a 3ª um C aberto) e o lugar (a borda curva da abertura no chão) vêm da foto File:Tour de Constance DSCN5206.jpg (Smatu, 2023, CC BY-SA 4.0), usada só como referência para o desenho em papel |
| Mas as cartas dela existem | Cerca de cinquenta cartas (Musée protestant); as impressas em Coquerel (1841) e no BSHPF (1854, 1883) |
| MARIE: "Sempre cativas, muito frequentemente na miséria." Na tela: "carta de 16 de junho de 1766 · Bulletin de la Société de l'histoire du protestantisme français, 1854" | BSHPF, t. III, 1854, p. 610 (a Gal-Pomaret, "A la Tour de Constance, le 16 juin 1766", assinada "LA DURAND"): "Toujours captives, très souvent dans la misère; elle va toujours en augmentant à notre égard." Só a 1ª oração |
| Título: "Marie Durand · presa de 1730 a 1768" | 1730: Sagnier, 1880 (ordem de 28/7/1730; entrada em 25/8/1730) e a lista de 1754 ("captive depuis l'an 1730"); 1768: Sagnier, Boissy d'Anglas, Audra, Musée protestant. Sem ano de nascimento: as fontes divergem (15/7/1711, Musée protestant; c. 1715, pela lista dela: "âgée de trente-neuf ans" em 1754) |
| Era Marie Durand, do Vivarais | Lista de 1754: "du lieu de Bouchet, paroisse de Praules, diocèse de Viviers" (Coquerel, v. I, p. 520) |
| Na França de Luís Quinze, o culto protestante era proibido; os pastores pregavam escondidos, no Deserto. Pierre, o irmão dela, era um deles | O culto reformado clandestino, proibido desde a Revogação do Édito de Nantes (1685); Pierre Durand, pastor (Musée protestant; Coquerel, v. I, p. 325: redige o certificado do sínodo de 27/9/1730) |
| Em mil setecentos e trinta, ela foi levada para a Torre de Constance, em Aigues-Mortes. Na tela: "Torre de Constance, Aigues-Mortes · 1730" | Sagnier, 1880 (ficha: entrada em 25/8/1730; lista do padeiro Boulary: "Marie Durand 28 juillet 1730 par ordre du Roy"); lista de 1754 ("par lettre de cachet; captive depuis l'an 1730") |
| MARIE: "Presa em sua casa, por causa do ministério de seu irmão." Na tela: "lista das prisioneiras escrita por Marie Durand, 1754 · em Ch. Coquerel, Histoire des Églises du Désert, 1841" | Coquerel, 1841, v. I, p. 520 (imagem conferida): "prise dans sa maison par rapport au ministère de son frère"; a lista é "de la main de l'une d'elles" (p. 519, nota: "il n'y a aucun doute sur l'identité des écritures"). Escrita por ela, em 3ª pessoa |
| Em mil setecentos e trinta e dois, Pierre foi preso e executado em Montpellier. Na tela: "Pierre Durand · Montpellier, 22 de abril de 1732" | Coquerel, v. I, p. 325 ("son propre martyre à Montpellier, le 22 avril 1732") e a lista dos pastores ("Pierre Durand, exécuté à Montpellier, le 22 avril 1732"); Musée protestant; Wikipedia. Coquerel, v. II, p. 436 ("Alais") e v. I, p. 519, nota ("en 1752"), são erros. Sem forca, corpo nem cena em imagem |
| Ela continuou na torre | Sagnier; a lista de 1754; as cartas de 1740 a 1766 |
| Na torre viviam dezenas de mulheres presas pela mesma fé. Na tela: "31 prisioneiras em 1740" | Recibo de 23/2/1740: "trante une prisonnière" (BSHPF, 1883, p. 505); carta das presas de 17/3/1740: "Nous sommes trente-une prisonnières" (p. 506); Boissy d'Anglas (em Coquerel, v. II, p. 441–442): "deux grandes salles rondes", camas "à la circonférence de chacune des deux pièces" |
| Marie escrevia por elas: pedia socorro, agradecia as esmolas, assinava pelas que não sabiam | Recibo de 23/2/1740 (BSHPF, 1883, p. 505): "que nous détenues… avons partagé de comun accord entre nous", e Marie assina "Pour celles qui ne savent pas signer"; agradecimento em BSHPF, 1854, p. 611; os pedidos de socorro nas cartas a Rabaut (Coquerel, v. II, p. 430–439) |
| Numa carta a uma mulher da sua terra, de onde nada chegava, escreveu | BSHPF, 1883, p. 506 ("adressée à une pieuse huguenote de Vallon, mademoiselle Justine Peschaire") e p. 507: "depuis dix ans que je suis ici, on ne nous a jamais rien envoyé dudit Vivarais" |
| MARIE: "A caridade é o verdadeiro princípio da nossa religião." Na tela: "carta a Justine Peschaire, de Vallon, 21 de maio de 1740 · Bulletin… protestantisme français, 1883 (D. Benoit)" | BSHPF, 1883, p. 507 (imagem conferida): "La charité est le véritable principe de notre religion et ils n'en exercent pas la profession" |
| Ouviam que nunca sairiam senão sob condições contra a consciência. Na tela, rodapé: "mais tarde, o major lhes mandava dizer que podiam contar com a liberdade (Coquerel, 1841)" | Coquerel, v. II, p. 439 (imagem conferida): "que nous ne verrions jamais de délivrance que sous des conditions contre notre conscience", o que o major do castelo lhes repetia, "du moins selon le style de Marie Durand" (margem 1760); e, mais adiante, ele "faisait dire indirectement aux captives qu'elles pouvaient compter sur leur liberté". Pelo narrador, sem nomear quem dizia |
| Marie não saiu | As cartas de 1762 a 1766, escritas da torre; a soltura em 1768 |
| Em mil setecentos e sessenta e dois, com mais de trinta anos de torre, escreveu sobre as suas casas no Vivarais. Na tela: "carta a um pastor (Paul Rabaut, segundo Coquerel), 15 de abril de 1762 · em Coquerel, 1841" | Coquerel, v. II, p. 436–437 (imagens conferidas): a data do dia no texto; o ano pela margem "1762" e pelo contexto ("mars 1762"); Coquerel possuía "beaucoup de lettres de Marie Durand, écrites de Constance, à Paul Rabaut" (v. I, p. 519, nota). De 1730 a 1762: 32 anos |
| MARIE: "Que a minha casa, que está arrasada, seja totalmente perdida: é para a glória de Deus. Mas a que resiste ainda ao inverno da perseguição…" | Coquerel, v. II, p. 436–437: "Que ma maison, qui est rasée, soit totalement perdue, c'est pour la gloire de Dieu; mais celle qui résiste encore à l'hiver de la persécution, qu'on puisse s'y mettre un peu à couvert…". Cortada em "perseguição" ("…" na tela). Coquerel supõe que a casa arrasada fosse a do irmão ("que nous supposons"): o vídeo não diz de quem era. A casa que fica de pé, na mesma carta: "tous les couverts étaient entièrement pourris" (p. 436) |
| A palavra da pedra lhe é atribuída pela tradição. Esta está na carta dela | A inscrição: ver a 1ª linha. "Résiste": a carta de 15/4/1762, acima |
| Em mil setecentos e sessenta e seis, ainda presa, escreveu a um pastor. Na tela: "carta ao pastor Gal-Pomaret, 16 de junho de 1766 · Bulletin…, 1854" | BSHPF, t. III, 1854, p. 609–611 ("Lettres inédites de Court de Gébelin, du pasteur Gal-Pomaret et de Marie Durand") |
| MARIE: "Dá-nos pela graça a força de tudo vencer e de permanecer firmes. […] Temos a vista sempre voltada para a nossa querida Jerusalém." | BSHPF, 1854, p. 610: "« Donne-nous par la grâce la force de tout surmonter et de demeurer fermes. »" (entre aspas no original: é uma oração que ela cita; as aspas ficam na legenda); p. 611: "nous avons la vue toujours tournée vers notre chère Jérusalem". Imagens conferidas |
| Naquele ano, o comandante do Languedoc, o príncipe de Beauvau, começou a soltar as prisioneiras | Paul Rabaut, 5/11/1766 (Coquerel, v. II, p. 437, imagem; p. 438): "La tour d'Aigues-Mortes a quatre prisonnières de moins", e a confiança "sur la bonté du prince de Beauvau, qui ne laissera pas imparfait ce qu'il a si bien et si heureusement commencé"; as solturas duas a duas (p. 437). Não "todas de uma vez" (Boufflers): em 8/8/1768 ainda havia cinco presas (carta do pastor Teissier, Coquerel, v. II, p. 438; Sagnier) |
| Marie saiu em mil setecentos e sessenta e oito, depois de trinta e oito anos. Na tela: "1768" | Sagnier ("libérée en 1768"); Boissy d'Anglas ("cette prisonnière qui y était restée trente-huit ans quand elle en sortit", em Coquerel, v. II, p. 442); Audra; Musée protestant. O dia (14/4/1768) só na Wikipedia: não usado |
| Voltou ao Vivarais e morreu em mil setecentos e setenta e seis. Na tela: "1776" | Musée protestant; Wikipedia ("juillet 1776"); Audra, p. 405; Boissy d'Anglas ("huit ou dix ans après sa libération") |
| Quem riscou a pedra, não sabemos. Quem escreveu as cartas, sabemos | A inscrição: tradição (1ª linha); as cartas: as edições citadas |
| Fecho, na tela: "Estive na prisão, e viestes a mim." Mateus 25:36 (Almeida, 1819; ortografia atualizada) | Almeida, Londres, 1819: "estive na prisão, e viestes a my"; Nova York, 1848: "estive na prisão, e viestes a mim". O texto a que ela alude na carta de 1740: "il recommande d'avoir soin des prisonniers" e "pour n'avoir pas visité Jésus-Christ dans la prison, en la personnes de ses membres" (BSHPF, 1883, p. 507) |
| Legenda: "por ordem do rei"; o culto proibido; Pierre executado em 22/4/1732; 38 anos | Lista de 1754 ("par ordre du roi"); as linhas acima |
| Legenda e carrossel: "A caridade é o verdadeiro princípio da nossa religião, e eles não a praticam" | BSHPF, 1883, p. 507 (a frase inteira) |
| Legenda: a prisão foi a lei do reino; quem começou a soltar as prisioneiras foi um alto oficial católico do rei | Lista de 1754 ("par ordre du roi… par lettre de cachet"); Rabaut, 5/11/1766 (Coquerel, v. II, p. 437–438) |
| Carrossel: "em dez anos que estou aqui, nunca nos mandaram nada do dito Vivarais"; "por não terem visitado Jesus Cristo na prisão, na pessoa dos seus membros" | BSHPF, 1883, p. 507 (imagem conferida) |
| Carrossel: o recibo de 1740, a lista de 1754 e Marie Béraud, "cega desde a idade de quatro anos" | BSHPF, 1883, p. 505 (recibo, a partir da fotolitografia de Sagnier); Coquerel, v. I, p. 519–523 (as 25 fichas; Marie Béraud: "aveugle depuis l'âge de quatre ans") |
| Carrossel: a torre segundo Boissy d'Anglas | Coquerel, v. II, p. 441–442, citando Boissy d'Anglas, Essai sur M. de Malesherbes (c. 1819): as duas salas redondas, as camas em volta, o fogo no centro, a abertura por onde entravam "l'air, la lumière, et malheureusement aussi la pluie et le vent" |
| Carrossel: os mitos (a inscrição como fato e a agulha de tricô; "presa aos 8 anos"; "libertou todas as 14") | Audra (1945: "carved with her knitting needle", sem fonte); Boufflers, via Lombard e Sagnier (p. 94–97); a correção em Coquerel, v. II, p. 442, nota, e em Sagnier; Audra: "He did not liberate them at once, as Boufflers says" |
Leituras
- Ch. Coquerel, Histoire des Églises du Désert (Paris, 1841), v. I p. 519–520; v. II p. 430–443
- Bulletin de la Société de l'histoire du protestantisme français, t. III (1854), p. 610–611
- D. Benoit, "Marie Durand prisonnière à la tour de Constance", BSHPF, t. XXXII (1883), p. 498–508
- Ch. Sagnier, La Tour de Constance et ses prisonnières (Nîmes, 1880)
- E. Audra, "Marie Durand", Proceedings of the Huguenot Society of London, v. 17 (1942–46)
- A Biblia Sagrada, trad. J. F. de Almeida (Londres, 1819), Mt 25:36
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