Pular para o conteúdo
Os Reformadores
Ver em tela cheia, como no Instagram
Episódio 25 · Margaret Wilson, 1685

A maré de Wigtown

“A maré de Wigtown”

Escócia, 1685. Diante da maré, segundo os relatos, uma moça de dezoito anos disse: "Pensais que nós somos os sofredores? Não, é Cristo em nós; pois ele não manda ninguém a uma guerra à própria custa." (Margaret Wilson, segundo a sessão de Penninghame, 1711, e Robert Wodrow, 1722 · tradução literal nossa)

WhatsApp Comentar no Instagram

Quem foi

Margaret Wilson era filha de Gilbert Wilson, de Glenvernoch, na paróquia de Penninghame (Galloway), lavrador abastado e conformado à Igreja dos bispos. Os filhos se recusaram a ouvir o cura; no começo de 1685 as irmãs vagueavam pelos montes com os irmãos, e Thomas, de 16 anos, estava nos montes desde fevereiro (Wodrow).

Depois da morte de Carlos II, as duas irmãs foram em segredo a Wigtown. Denunciadas por um conhecido depois de recusarem brindar à saúde do rei, foram presas com Margaret MacLachlan, viúva de c. 63 anos (Wodrow; a petição dela diz 70).

Em 13 de abril de 1685 recusaram o juramento de abjuração e foram condenadas a morrer afogadas "dentro da marca da maré". Agnes, de 13 anos (15, segundo o Cloud of Witnesses), saiu sob fiança de 100 libras esterlinas.

O debate

Mark Napier (1863; 1870): as duas foram condenadas em 13 de abril e, em 30 de abril, ainda vivas, tiveram a execução adiada e foram recomendadas à remissão real, um procedimento que, segundo ele, costumava terminar em perdão. Para ele, não se achava o registro do julgamento nem da sentença; e não há registro oficial da execução. Concluiu que "nunca foram afogadas".

Archibald Stewart (1867; 2ª ed., 1869): as atas de duas paróquias, Penninghame e Kirkinner (1711), com detalhes diferentes e testemunhas vivas; um bailio de Wigtown que, em 1704, lamenta ter sido jurado "daquelas mulheres que foram sentenciadas a morrer"; os panfletos de 1687 e 1690; a lápide. E nenhum perdão nos State Papers de Londres.

Cada lado tem o seu ponto fraco: o próprio Stewart admite que a ata de 1704, sozinha, não prova a execução; o perdão que Napier supõe nunca foi achado. As atas de 1711 vêm da Igreja presbiteriana, 26 anos depois. O debate continua.

Linha do tempo

  1. 1684Novembro: a Declaração Apologética; o governo cria o juramento de abjuração, que a renega
  2. 1685Fevereiro: Thomas Wilson, 16 anos, nos montes; 6/2, morre Carlos II
  3. 13/4/1685Wigtown: as três são condenadas a morrer afogadas
  4. 30/4/1685O Conselho Privado adia a execução e as recomenda à remissão real
  5. 11/5/1685A morte na maré do Bladnoch, segundo Penninghame (1711) e Wodrow (1722)
  6. 1704Wigtown: um jurado lamenta, diante da sessão da igreja, ter julgado "aquelas mulheres"
  7. 1711–1722Atas de Penninghame e Kirkinner (1711); A Cloud of Witnesses (1714); Wodrow (1722)
  8. 1863–1870Napier: "nunca foram afogadas"; Stewart responde (1867, 1869); Napier replica (1870)
Na maré
“Desejo a salvação de todos os homens, mas a condenação de nenhum.”

“I wish the Salvation of all Men, but the Damnation of none.”

Margaret Wilson, segundo A Cloud of Witnesses, 1714, p. 246 (e Penninghame, Wodrow) · tradução literal nossa

A resposta, quando lhe perguntaram se oraria pelo rei. Segundo Wodrow, disse também: "Deus o salve, se ele quiser, pois é a salvação dele que eu desejo." Mandada jurar, respondeu, segundo Penninghame e Wodrow: "Não vou. Sou uma dos filhos de Cristo; deixem-me ir."

O Conselho Privado
“Os Lordes do Conselho Privado de Sua Majestade adiam por esta a execução da sentença de morte pronunciada pelos juízes contra Margaret Wilson e Margaret Lauchlison até o dia [ ] de [ ]… e recomendam… aos Lordes Secretários de Estado que intercedam junto a Sua sacratíssima Majestade pela remissão real delas.”

“…doe hereby reprive the execution of the sentance of death pronounced by the Justices against Margaret Wilson and Margaret Lauchlison untill the [ ] day of [ ]… and recommends… to the Lords Secretaries of State to interpose with his most sacred Majesty for the royal remission of them.”

Registro do Conselho Privado, Edimburgo, 30/4/1685, em A. Stewart, History Vindicated, 1869, p. 40; resumo em R. Wodrow, 1722, p. 507 · tradução literal nossa

A data ficou em branco no registro. Nenhum perdão do rei foi achado; nem registro oficial da execução.

Mito e fato

MitoA morte na maré está nos registros oficiais.

FatoNão há registro oficial da execução. Há a sentença (13/4/1685), o adiamento do Conselho (30/4/1685) e os relatos: as atas de Penninghame e Kirkinner (1711), o Cloud of Witnesses (1714), Wodrow (1722) e a lápide (antes de 1730).

MitoTodas as fontes dizem que ela tinha 18 anos.

Fato18, segundo Penninghame, Wodrow e a lápide; "quase 23" (scarce 23), segundo A Cloud of Witnesses (1714); "cerca de vinte", segundo A Short Memorial (1690, citado por Stewart).

MitoNapier provou que a história é falsa.

FatoNapier mostrou que a execução foi adiada e que não há registro dela; não achou o perdão. Stewart respondeu com as atas de 1711 e outros testemunhos. Nenhum dos dois encerrou a questão.

O que se ouve no episódio

A narração completa, com as falas dos personagens. As falas são palavras registradas, com a fonte na lista abaixo.

NarradorEscócia, 1685. Diante da maré, segundo os relatos, uma moça de 18 anos disse:

Margaret WilsonPensais que nós somos os sofredores? Não, é Cristo em nós; pois ele não manda ninguém a uma guerra à própria custa.

NarradorMargaret Wilson era filha de um lavrador de Galloway, conformado à Igreja dos bispos. Os filhos se recusaram a ouvir o cura e fugiram para os montes. Presa em Wigtown com a irmã de 13 anos e com uma viúva, Margaret MacLachlan, recusou o juramento de abjuração exigido pelo governo. Em abril, as três foram condenadas a morrer afogadas. O pai pagou fiança pela menor. O que segue vem da ata da igreja de Penninghame, de 1711, e de Robert Wodrow. Em 11 de maio, levaram as duas à maré. A moça cantou o Salmo 25, do verso sete em diante, leu Romanos oito e orou. Perguntaram se oraria pelo rei.

Margaret WilsonDesejo a salvação de todos os homens, mas a condenação de nenhum.

NarradorMandaram-na jurar.

Margaret WilsonNão vou. Sou uma dos filhos de Cristo; deixem-me ir.

NarradorMas há uma dúvida honesta. Em 30 de abril, o Conselho Privado tinha adiado a execução e recomendado as duas ao perdão do rei. Em 1863, Mark Napier concluiu que nunca foram afogadas. Archibald Stewart respondeu com atas de duas paróquias e com o arrependimento registrado de um jurado, em 1704. Nenhum perdão do rei foi achado; nem registro oficial da morte. Em Wigtown, uma lápide antiga diz: afogada em 1685, aos 18 anos.

Galeria

A morte na maré não tem registro oficial: o vídeo a conta "segundo" Penninghame e Wodrow, e diz o debate. A versão do Salmo 25 e a melodia FRENCH são escolha nossa. Traduções literais nossas.

Timothy Pont e Joan Blaeu, O condado de Wigtown (Gallovidiae Pars Occidentalior), 1654 · BnF · Domínio público.
Joan Blaeu, Galloway, 1654 · National Library of Scotland · Domínio público.
The Psalms of David in Meeter, Edimburgo, Evan Tyler, 1650: a página do Salmo 25 (folha IA n8; PDF do Commons, p. 9; exemplar da Bodleian, via EEBO e Internet Archive) · Domínio público.
A Cloud of Witnesses, 1714, p. 246 (PDF do Commons, p. 276) · Domínio público.
Fac-símile da lápide de Margaret Wilson (só a cabeceira), em A. Stewart, History Vindicated, 1869 (frontispício; PDF do Commons, p. 6, com recorte das 6 linhas de cima, "HERE LYES… AGED 18") · Domínio público.

Para salvar

O resumo do episódio em oito cartões. Deslize para o lado.

Cartão 1 do resumo de A maré de WigtownCartão 2 do resumo de A maré de WigtownCartão 3 do resumo de A maré de WigtownCartão 4 do resumo de A maré de WigtownCartão 5 do resumo de A maré de WigtownCartão 6 do resumo de A maré de WigtownCartão 7 do resumo de A maré de WigtownCartão 8 do resumo de A maré de Wigtown

Fontes de cada afirmação

O ponto central: a sentença de morte (13/4/1685) e o adiamento do Conselho Privado (30/4/1685) estão documentados; a morte na maré (11/5/1685) não tem registro oficial e vem de relatos posteriores (1690, 1711, 1714, 1722) e da lápide (antes de 1730). Mark Napier (1863, 1870) negou que tenha ocorrido; Archibald Stewart (1867, 1869) respondeu. No vídeo, tudo o que acontece na maré vai como "segundo", e o debate é dito com os dois lados. Nenhuma imagem do afogamento: nenhuma pessoa na água, nenhuma estaca, nenhum corpo, nenhuma mão atada; a maré vai pela praia vazia, pela água na areia, pelo céu e pelo escurecer da tela. Os comissários aparecem só como chapéus e perucas nas cadeiras.

Afirmações e fontes

Narração Fonte
Escócia, mil seiscentos e oitenta e cinco. Diante da maré, segundo os relatos, uma moça de dezoito anos disse: Na tela: "Escócia · maio de 1685" Wodrow, vol. 2, p. 506 (imagem): "Margaret Wilson of Eighteen Years of Age"; p. 507: "about Eighteen"; Penninghame, 1711 ("of eighteen years", em Stewart, 1869, p. 87–88); lápide ("AGED 18"). A Cloud of Witnesses (1714), p. 246, diz "scarce 23": na tela da cena 2. Sobre o lugar: Wodrow, p. 506: "the Water of Blednoch near Wigtoun, where the Sea flows at high Water"
MARGARET: "Pensais que nós somos os sofredores? Não, é Cristo em nós; pois ele não manda ninguém a uma guerra à própria custa." Na tela: "segundo Penninghame (1711) e Wodrow (1722) · tradução literal nossa" Wodrow, p. 506 (imagem): "Think you that we are the Sufferers? No, it is Christ in us, for he sends none a Warefare upon their own Charges."; Penninghame (Stewart, p. 88): "Think ye that we are sufferers? No, it is Christ in us, for He sends none a warfare on their own charges." O Cloud traz só a 1ª metade ("What do I see, but CHRIST (Mystical) wrestling there?"), que fica fora: descreve a morte da outra mulher
Margaret Wilson era filha de um lavrador de Galloway, conformado à Igreja dos bispos. Na tela: "Margaret Wilson (c. 1667–1685?)", "18 anos em 1685, segundo Penninghame, Wodrow e a lápide; 'quase 23' (scarce 23), segundo A Cloud of Witnesses (1714)", "Gilbert Wilson, de Glenvernoch, paróquia de Penninghame" Wodrow, p. 505: "every way conform to Episcopacy… a great Stock upon a good Ground"; "Glenvernock… in the Parish of Penningham"; Penninghame: "a man to ane excesse conform to the guise of the tymes"; Cloud, p. 246 (imagem)
Os filhos se recusaram a ouvir o cura e fugiram para os montes. Na tela: "início de 1685: as irmãs vagueiam pelos montes com os irmãos; Thomas, 16 anos, nos montes desde fevereiro" Wodrow, p. 505: "would by no means conform, or hear the Episcopal Incumbent… fled to the Hills, Bogs, and Caves"; "In the Beginning of this Year, those two Sisters… wander through Carrick, Galloway and Nithsdale, with their Brothers"; "Thomas… a Youth of Sixteen Years of Age, this February 1685. was forced to the Mountains"; Penninghame ("required to take the test, and hear the curates, refused both… fled, and lived in the wild mountains")
Presa em Wigtown com a irmã de treze anos e com uma viúva, Margaret MacLachlan, recusou o juramento de abjuração exigido pelo governo. Na tela: "Agnes Wilson, 13 anos (Penninghame); 15, segundo o Cloud of Witnesses", "Margaret MacLachlan, viúva, c. 63 anos (Wodrow)", "O juramento: renegar a Declaração Apologética (1684), que ameaçava os agentes do governo" Penninghame ("Agnes Wilson of thirteen years"); Wodrow, p. 505 ("a Child not Thirteen Years"); Cloud, p. 246 ("her Sister 15"; "a Widow Woman of about 63"); Wodrow, p. 506 (imagem): "All the Three refused the Abjuration Oath"; petição de MacLachlan (Stewart, p. 39): "that traiterous apollogetical declaration… the oath of abjuration"; Napier, 1870 ("disclaiming the declaration of war, mentioned 13th November 1684"). A denúncia (o brinde recusado) não entra na tela; o denunciante não é nomeado
Em abril, as três foram condenadas a morrer afogadas. Na tela: "Wigtown, 13 de abril de 1685 · sentença: 'within the flood-mark' (dentro da marca da maré)" Petição de MacLachlan, em Stewart, p. 39: "ane Court holden at Wigtoune, the threttein day of Apryle instant"; Napier, 1870, p. liv: "received their sentence at Wigtown on the 13th day of April 1685" (os dois lados concordam); Wodrow, p. 506 (imagem): "tied to Stakes fixed within the Flood-mark in the Water of Blednoch near Wigtoun… there to be drowned"; Penninghame ("within the flood-mark")
O pai pagou fiança pela menor. Na tela: "Agnes solta sob fiança de 100 libras esterlinas" Wodrow, p. 505–506: "Liberation… under a Bond of 100 Pounds Sterling"; Cloud, p. 246: "her Father's paying 100 Pounds Sterl. for her Ransom"; Penninghame (o pai teve de ir a Edimburgo)
O que segue vem da ata da igreja de Penninghame, de mil setecentos e onze, e de Robert Wodrow. Em onze de maio, levaram as duas à maré. Na tela: "Rio Bladnoch · 11 de maio de 1685 · perto de Wigtown", "segundo a sessão de Penninghame (1711) e Robert Wodrow (1722)", "Wodrow resume o relato do ministro de Penninghame, Robert Rowan" Ata de Penninghame de 19/2/1711 (Stewart, p. 87–89, OCR); Wodrow, p. 505: "an Account I have from the forementioned Mr. Rowan… late Minister of Penningham… whose Attestations are in my Hand"; p. 506: "executed the foresaid Day, May 11". Não são duas fontes independentes. O Cloud dá a mesma data com o ano 1684 (erro)
A moça cantou o Salmo vinte e cinco, do verso sete em diante, leu Romanos oito e orou. Na tela: "Salmo 25, do verso 7 em diante", "Romanos 8" Wodrow, p. 506 (imagem): "she sang the 25 Psalm from Verse 7. downward a good way, and read the 8 Chapter to the Romans… and then prayed"; Penninghame ("sang Psalm xxv. from the 7th verse"). O Cloud não fala de salmo nem de Romanos
Perguntaram se oraria pelo rei. MARGARET: "Desejo a salvação de todos os homens, mas a condenação de nenhum." Na tela: "segundo A Cloud of Witnesses (1714), Penninghame e Wodrow · tradução literal nossa" Cloud, p. 246 (imagem): "Say, GOD save the King: She returning… I wish the Salvation of all Men, but the Damnation of none"; Wodrow, p. 506: "she was asked, if she would pray for the King. She answered, she wished the Salvation of all Men, and the Damnation of none"; Penninghame ("but the damnation of none"). A fala mais bem atestada (o Cloud é independente)
Mandaram-na jurar. MARGARET: "Não vou. Sou uma dos filhos de Cristo; deixem-me ir." Na tela: "segundo Penninghame e Wodrow · tradução literal nossa" Wodrow, p. 506–507 (imagens): "the Major came near, and offered her the Abjuration, charging her instantly to swear it… she refused, and said, I will not, I am one of Christ's Children, let me go."; Penninghame: "Major Winram offered the oath of abjuration… 'I will not. I am one of Christ's children, let me go.'" O Cloud não traz. Entre esta fala e a anterior, Wodrow dá "God save him, if he will" (só ele: no carrossel)
Mas há uma dúvida honesta. Em trinta de abril, o Conselho Privado tinha adiado a execução e recomendado as duas ao perdão do rei. Na tela: "Conselho Privado, Edimburgo, 30 de abril de 1685", "reprive the execution… untill the [ ] day of [ ]" (adiam a execução até o dia [ ] de [ ]), "…for the royal remission of them" (…pela remissão real delas) Registro do Conselho Privado, 30/4/1685, em Stewart, p. 40, nota: "…doe hereby reprive the execution… untill the [ ] day of [ ]… and recommends the said Margaret Wilson and Margaret Lauchlison to the Lords Secretaries of State to interpose with his most sacred Majesty for the royal remission of them"; Wodrow, p. 507 (imagem): "are continued till [ ]… recommend it to the Secretaries to procure their Remission". O Conselho recomendou aos Secretários de Estado que intercedessem: não pediu ele mesmo ao rei
Em mil oitocentos e sessenta e três, Mark Napier concluiu que nunca foram afogadas. Na tela: "Mark Napier, The Case for the Crown, 1863" Napier, History Rescued, 1870, p. liv (OCR): "the date to which that sentence had been deferred which was never executed"; "who were never drowned". O livro de 1863 (The Case for the Crown in re the Wigtown Martyrs proved to be Myths) não foi lido no original: título e tese via Stewart e Napier 1870
Archibald Stewart respondeu com atas de duas paróquias e com o arrependimento registrado de um jurado, em mil setecentos e quatro. Na tela: "Archibald Stewart, History Vindicated, 1867", "atas de Penninghame e Kirkinner, 1711", "Wigtown, 8 de julho de 1704: um bailio lamenta 'ter-se sentado no júri daquelas mulheres que foram sentenciadas a morrer neste lugar no ano de 1685'", "Stewart admite que isso, sozinho, não prova a execução" Stewart, 2ª ed., 1869: atas de Penninghame e Kirkinner, p. 86–89; ata da sessão de Wigtown, 8/7/1704, p. 95: "Bailie M'Keand, elder… declaring the grief of his heart that he should have sitten on the seize of these women who were sentenced to die in this place in the year 1685" ("seize" = assize, o júri); "cannot be with perfect certainty inferred". Foi um pedido à sessão da igreja, registrado na ata, não um ato público. A ata diz "sentenciadas a morrer", não "afogadas"
Nenhum perdão do rei foi achado; nem registro oficial da morte. Na tela: "o perdão: não achado nos State Papers de Londres (busca de Francis Turner, citada por Stewart, 1869)" Stewart, p. 50, nota ("Francis Turner, Esq., of the Middle Temple, and of the Home Circuit, barrister-at-law") e p. 51: "no pardon was ever sent from London"; Napier, 1870, p. liv: "no record of Court is known to exist". Meia frase para cada lado
Em Wigtown, uma lápide antiga diz: afogada em mil seiscentos e oitenta e cinco, aos dezoito anos. Na tela: "Cemitério de Wigtown · lápide anterior a 1730", "HERE LYES MARGRAT WILLSON… WHO WAS DROUNED ANNO 1685 AGED 18", "Aqui jaz Margaret Wilson, filha de Gilbert Wilson em Glenvernoch, que foi afogada no ano de 1685, com 18 anos", "inscrição da lápide · tradução literal nossa" Fac-símile a partir de fotografia, frontispício de Stewart, 1869 (imagem): "HERE LYES MARGRAT WILLSON DOUGHTER TO GILBERT WILLSON IN GLENVERNOCH WHO WAS DROUNED ANNO 1685 AGED 18"; Thomson (ed.), A Cloud of Witnesses, 1871, p. 592. Epitáfio impresso na 3ª ed. do Cloud (1730): a pedra é anterior a 1730. Só a cabeceira; os versos ("cruel crime", "Lagg, Strachan, Winram and Grhame", "the fury of their rage") ficam fora
O hino na tela: o Salmo 25:7 da 2ª versão ("Another of the same") do saltério escocês de 1650, 4 linhas, com a tradução literal; melodia FRENCH The Psalms of David in Meeter, Edimburgo, Evan Tyler, 1650, folha IA n8 (imagem; PDF do Commons, p. 9), conferido em Edimburgo, Gedeon Lithgow, 1651: "Let not the errours of my youth, / nor sins remembred be: / In mercy, for thy goodnesse sake, / O Lord, remember me." Melodia FRENCH (saltério escocês, 1615), lida nota a nota em Hart, Edimburgo, 1635, e Forbes, Aberdeen, 1666 (hinos/french.json, a mesma do ep. 23; arranjo nosso). Penninghame e Wodrow dizem só que ela cantou "o Salmo 25, do verso 7 em diante" ("from Verse 7. downward a good way"): a versão e a melodia são escolha nossa, dita na tela. A 1ª versão do salmo é de métrica curta ("My sins and faults of youth"); a 2ª é de métrica comum e cabe na FRENCH
Fecho na tela: "Porque certo estou que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem potestades, nem o presente, nem o porvir, nem altura, nem profundeza, nem alguma outra criatura nos poderá apartar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, Senhor nosso." · "Romanos 8:38–39 (Almeida, 1819; ortografia atualizada) · o capítulo que, segundo Penninghame e Wodrow, ela leu na maré" A Biblia Sagrada, trad. Almeida (Londres, 1819): "38 Porque certo estou, que nem morte, nem vida, nem Anjos, nem Principados, nem Potestades, nem o presente, nem o por vir. 39 Nem altura, nem profundeza, nem algũa outra criatura nos poderá apartar do amor de Deus, que está em Christo Jesu Senhor nosso."; Nova York, 1848: "…nem o porvir… nem alguma outra creatura… de Deos, que está em Christo-Jesus Senhor nosso." Nenhuma palavra muda; "alguma" e "Jesus" seguem 1848
Legenda: "Dos pecados de minha mocidade e de minhas transgressões te não lembres: mas segundo tua benignidade te lembra de mim; por tua bondade, Jeová." (Salmo 25:7, Almeida, 1819; ortografia atualizada) Almeida, 1819: "Dos peccados de minha mocidade e de minhas transgressoens te naõ lembres: mas segundo tua benignidade te lembra de my; por tua bondade, Jehovah." (1848 igual). "Jeová" é a forma atual de "Jehovah"
Carrossel: "Deus o salve, se ele quiser, pois é a salvação dele que eu desejo." (segundo Wodrow); a petição de MacLachlan dá 70 anos; "cerca de vinte" (A Short Memorial, 1690) Wodrow, p. 506 (imagem; uma fonte só, dito "segundo Wodrow"); petição de MacLachlan, em Stewart, p. 39 ("about the age of thre-scor ten years"); A Short Memorial of Sufferings, 1690, citado por Stewart, p. 64 ("Margaret Wilson, about twenty years of age"; não lido no original)

Leituras

  • Sessão de Penninghame, ata de 19/2/1711; sessão de Wigtown, ata de 8/7/1704; registro do Conselho Privado, 30/4/1685: em A. Stewart, History Vindicated in the Case of the Wigtown Martyrs (1867; 2ª ed., Edimburgo, 1869)
  • R. Wodrow, The History of the Sufferings of the Church of Scotland, vol. 2 (Edimburgo, 1722), p. 505–507
  • A Cloud of Witnesses (1714), p. 245–247
  • M. Napier, History Rescued, in answer to "History Vindicated" (Edimburgo, 1870); The Case for the Crown (1863), via Stewart e Napier 1870
  • The Psalms of David in Meeter (Edimburgo, 1650 e 1651), Sl 25 (2ª versão)
  • The Psalmes of David (Edimburgo, 1635); J. Forbes, Psalm Tunes (Aberdeen, 1666): a melodia FRENCH; A Biblia Sagrada, trad. Almeida (Londres, 1819), Sl 25:7 e Rm 8:38–39

Gostou? Receba os próximos

Um e-mail curto quando sair episódio novo, com o link e as fontes. Grátis, sem senha, e você sai quando quiser.