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Os Reformadores
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Episódio 15 · c. 1522 – 1567

Guido de Brès

“A confissão no castelo”

Acorrentado no castelo de Tournai, ele disse: "…quando ouço o som das minhas correntes, parece-me ouvir algum doce instrumento de música soar aos meus ouvidos…" (Guido de Brès, segundo o relato dele, 1567)

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Quem era

Nasceu em Mons, no Hainaut, por volta de 1522, e aprendeu o ofício de pintor de vidro. Chegou à fé reformada lendo as Escrituras, refugiou-se em Londres e estudou em Lausanne e Genebra.

De volta aos Países Baixos, pregou às escondidas, com nomes falsos, em Tournai, Lille e Valenciennes. Casou-se por volta de 1559 com Catherine Ramon; tiveram cinco filhos.

A Confissão de fé de 1561, a Confissão Belga, foi escrita sobretudo por ele, com a ajuda de outros pastores.

Sem santinho

Valenciennes estava em revolta armada quando foi cercada. Ele escreveu, da prisão, que tinha aconselhado moderação.

A sentença o condenou por desobedecer às ordens da corte de Bruxelas, sobretudo por ter celebrado a Ceia contra a proibição. A regente falava em revolta contra o rei.

Da escada, pediu ao povo primeiro que respeitasse o magistrado, e depois que perseverasse na doutrina. Não o deixaram terminar.

Linha do tempo

  1. c. 1522Nasce em Mons, no Hainaut
  2. c. 1559Casa-se com Catherine Ramon
  3. 2/11/1561O pacote com a Confissão é achado no castelo de Tournai
  4. jan. 1562Os comissários concluem que a carta é da mão dele; exílio em Sedan
  5. ago. 1566Volta: Antuérpia, depois Valenciennes
  6. mar. 1567Valenciennes se rende; preso e levado ao castelo de Tournai
  7. 12/4/1567Da prisão Brunain, carta à esposa
  8. 31/5/1567Enforcado na praça do mercado de Valenciennes
As correntes
“…quando ouço o som das minhas correntes, parece-me ouvir algum doce instrumento de música soar aos meus ouvidos; não que isso venha da natureza de tais laços, mas da causa pela qual me vejo assim tratado, que é a santa palavra de Deus.”

“…quand i'oy le son de mes chaînes, il me semble que i'oi quelque doux instrument de musique sonner en mes oreilles, non pas que cela procede du naturel de tels liens, mais de la cause pour laquelle ie me voi ainsi traité, qui est la saincte parole de Dieu.”

Resposta à condessa du Roeulx, castelo de Tournai, 1567, segundo o relato dele (Procédures, 1568), em Crespin, ed. Benoit, t. III (1889), p. 536
À esposa
“Quando me desposastes, tomastes um marido mortal, incerto de viver um minuto de tempo… Guardai a minha carta como lembrança de mim: está bem mal escrita, mas é como posso, e não como quero.”

“…quand vous m'auez espousé, vous auez prins vn mary mortel, lequel estoit incertain de viure vne minute de temps… gardez ma lettre pour souuenance de moy : elle est bien mal escrite, mais c'est comme ie puis, et non pas comme ie veux.”

Guido de Brès a Catherine Ramon, 12 de abril de 1567 (Langeraad, 1884, Apêndice H; Crespin, ed. Benoit, t. III, p. 569–571)

Mito e fato

MitoJogou a Confissão por cima do muro do castelo.

FatoO documento de 2/11/1561 diz que o pacote foi achado à abertura da porta, "jogado para dentro da primeira cerca". Nenhuma fonte fala em muro, nem diz ao certo quem o jogou.

MitoNo pacote havia uma carta ao rei Filipe II.

FatoA carta do pacote era aos comissários. A epístola ao rei abria o livrinho impresso, e Filipe II já tinha voltado para a Espanha em 1559.

O que se ouve no episódio

A narração completa, com as falas dos personagens. As falas são palavras registradas, com a fonte na lista abaixo.

NarradorTournai, dois de novembro de 1561. Ao abrirem a porta do castelo, os homens do rei acham um pacote lacrado, jogado lá dentro à noite. Dentro, uma longa carta e um livrinho: a confissão de fé dos reformados dos Países Baixos. Meses depois, os comissários concluíram: a carta era da mão de um pregador procurado, Guido de Brès, antigo pintor de vidro. O livrinho abria com uma carta dos fiéis ao rei Filipe II: Ó Sire, que a posteridade não marque o vosso reinado como sangrento e cruel. Em março de 1567, Valenciennes, onde ele era pastor, rendeu-se após um cerco. Ele fugiu, foi preso e levado acorrentado ao mesmo castelo de Tournai. Uma condessa que o visitou disse que, no lugar dele, morreria de medo. Segundo o relato dele, respondeu:

Guido de BrèsQuando ouço o som das minhas correntes, parece-me ouvir algum doce instrumento de música soar aos meus ouvidos.

NarradorEm Valenciennes, puseram-no num buraco escuro chamado Brunain, com ferros nos pés e nas mãos. Dali, escreveu à esposa, Catherine Ramon:

Guido de BrèsQuando me desposastes, tomastes um marido mortal, incerto de viver um minuto de tempo; e, contudo, aprouve ao nosso bom Deus deixar-nos viver juntos uns sete anos, dando-nos cinco filhos… Eu vou adiante de vós; e, quando aprouver ao Senhor, vós me seguireis… Guardai a minha carta como lembrança de mim: está bem mal escrita, mas é como posso, e não como quero.

NarradorNo sábado, 31 de maio, às três da manhã, avisaram-no de que morreria às seis. Ele disse aos outros presos:

Guido de BrèsMeus irmãos, hoje sou condenado à morte pela doutrina do Filho de Deus. Louvado seja ele: estou muito alegre.

NarradorFoi enforcado na praça do mercado, sobretudo por ter celebrado a Ceia contra a proibição. Da escada, exortava o povo a respeitar o magistrado e permanecer na doutrina que lhe ensinara; não o deixaram terminar. Naquela madrugada, ele tinha citado o Apocalipse: Bem-aventurados os mortos que em o Senhor morrem desde agora.

Galeria

O ano de nascimento é deduzido de idades aproximadas (c. 1522; há quem dê 1523). A rendição de Valenciennes vem como 23, 24 ou 25 de março de 1567. Traduções nossas.

Confession de foy, folha de rosto da edição de 1566 · e-rara · Domínio público. (Não é a de 1561: não há exemplar digital aberto.)
Tournai. Braun & Hogenberg, Civitates Orbis Terrarum, vol. IV, 1588 · David Rumsey Map Collection · Domínio público. (Recortar o livro aberto: lombada, bordas e carimbo da Rumsey.)
Antonis Mor, Filipe II, c. 1555–1558 · Museo del Prado · Domínio público.
A tomada de Valenciennes, 1567. Anônimo segundo Frans Hogenberg, 1613–1615 · Rijksmuseum · CC0. (Recortar a régua, a barra de cores e as anotações a lápis. Conferida no arquivo inteiro: sem corpos nem forca.)
Valenciennes. Braun & Hogenberg, ed. 1645 · Bibliothèque nationale de France · Domínio público. (Recortar o carimbo vermelho "Bibliothèque impériale" e os números a tinta.)

Para salvar

O resumo do episódio em oito cartões. Deslize para o lado.

Cartão 1 do resumo de Guido de BrèsCartão 2 do resumo de Guido de BrèsCartão 3 do resumo de Guido de BrèsCartão 4 do resumo de Guido de BrèsCartão 5 do resumo de Guido de BrèsCartão 6 do resumo de Guido de BrèsCartão 7 do resumo de Guido de BrèsCartão 8 do resumo de Guido de Brès

Fontes de cada afirmação

Afirmações e fontes

Narração Fonte
Tournai, 2 de novembro de 1561: ao abrirem a porta do castelo, os homens do rei acham um pacote lacrado, jogado lá dentro à noite Carta dos comissários do rei à regente, Tournai, 2/11/1561 (Archives générales du Royaume), em Langeraad p. 32: "ce jourd'huy à l'ouverture de la porte de ce chasteau a esté trouvé, jecté endedens la premiere fe[rmeture] un certain pacquet cloz et caceté"; depoimento da viúva d'Antoing, p. 36 ("dedens la premiere fermeture de ce chasteau"); Langeraad p. 94 (noite de 1 para 2/11). Quem jogou fica impessoal: Langeraad diz que de Brès "terá mandado jogar"; Ollier p. 82, que um certo Jean Choppe o fez a pedido dele
Dentro, uma longa carta e um livrinho: a confissão de fé dos reformados dos Países Baixos. Na tela: "Carta dos comissários do rei à regente, 2/11/1561" Langeraad p. 32 ("ung long escript adreschant a nous… le livret icy encloz, conten[ant] leur confession"); p. 46 ("Confession de foy des fidelles des Pays-Bas")
Meses depois, os comissários concluíram: a carta era da mão de um pregador procurado, Guido de Brès, antigo pintor de vidro Carta dos comissários de 10/1/1562, em Langeraad p. 45–46 ("escript de mesme lre et caractere… que la missive… jectee dedens la premiere porte de ce chau… escriptes et composées enthierement par ledt Guy"); a regente, 26/12/1561 (Benoit III p. 534 n. 2: "ung des principaulx prescheurs"); Crespin/Benoit III p. 581 ("peintre sur verre")
O livrinho abria com uma carta dos fiéis ao rei Filipe Segundo: "Ó Sire, que a posteridade não marque o vosso reinado como sangrento e cruel." Na tela: "Epístola dos fiéis dos Países Baixos ao rei Filipe II, 1561 · atribuída a Guido de Brès" Ollier p. 164–165: título coletivo ("Les fidèles qui sont ès Pays Bas… au Roy Philippe leur souverain Seigneur") e o trecho "ô Sire, que la postérité ne remarque point vostre règne comme sanglant et cruel !"; Leiden, The Dutch Revolt (sobre Bakhuizen van den Brink, 1976): "let not posterity describe your reign as cruel and bloody" e "the author(s), among whom Guy de Brès may be counted". O francês de 1561 não foi visto em fac-símile, só na transcrição de Ollier
Em março de 1567, Valenciennes, onde ele era pastor, rendeu-se após um cerco Crespin/Benoit III p. 534 ("furent contrains se rendre le XXIII. Mars"; "Les deux Pasteurs estoyent lors Guy de Bres & Peregrin de la Grange"); p. 584 ("le 25. de Mars"); Rijksmuseum ("24 maart 1567"). A data diverge (23/24/25): por isso só "em março"
Ele fugiu, foi preso e levado acorrentado ao mesmo castelo de Tournai. Na tela: "Castelo de Tournai, março–abril de 1567" Crespin/Benoit III p. 534–535 ("liez & enferrez de pieds & mains… menez au chasteau de Tournay"); Langeraad p. 77 (chegada em 31/3/1567, carta do conde du Roeulx); Crespin p. 536 ("dix ou onze iours" no castelo)
Uma condessa que o visitou disse que, no lugar dele, morreria de medo Crespin/Benoit III p. 536 ("la Comtesse de Reu… regardant la grosse chaîne de fer… il me semble que si i'estois en vostre place, que ie mourroi de peur"), transposição do relato do próprio de Brès (Benoit p. 535 n. 3)
"Quando ouço o som das minhas correntes, parece-me ouvir algum doce instrumento de música soar aos meus ouvidos." Na tela: "segundo o relato dele (Procédures, 1568)" Crespin/Benoit III p. 536 ("quand i'oy le son de mes chaînes, il me semble que i'oi quelque doux instrument de musique sonner en mes oreilles"). No vídeo, a frase para numa vírgula; na legenda e no carrossel vai inteira: "…não que isso venha da natureza de tais laços, mas da causa pela qual me vejo assim tratado, que é a santa palavra de Deus" ("non pas que cela procede du naturel de tels liens, mais de la cause pour laquelle ie me voi ainsi traité, qui est la saincte parole de Dieu"). A resposta começa antes ("a boa causa que sustento e a boa consciência que Deus me dá me fazem dormir, comer e beber"): por isso o "…" no começo, quando escrita
Em Valenciennes, puseram-no num buraco escuro chamado Brunain, com ferros nos pés e nas mãos. Na tela: "Valenciennes, prisão Brunain" Crespin/Benoit III p. 538 ("pour son obscurité nommée Brunain, où il auoit l'air par vn treillis de fer, sur vn trou puant"); carta à esposa, Langeraad p. CXXXII e Benoit p. 570 ("i'ay des fers aux pieds & mains, gros & pesans"); carta de 18/4/1567 ("en mon trou nommé Brunain")
Dali, escreveu à esposa, Catherine Ramon. Na tela: "Carta a Catherine Ramon, 12 de abril de 1567" Langeraad, Apêndice H, p. CXXXIII ("Des prisons le 12 d'Auril MDLXVII"); Benoit p. 571 n. 1; Crespin p. 568 ("sa femme Catherine Ramon"). Não é "a carta da véspera"
"Quando me desposastes, tomastes um marido mortal, incerto de viver um minuto de tempo; e, contudo, aprouve ao nosso bom Deus deixar-nos viver juntos uns sete anos, dando-nos cinco filhos…" Crespin p. 569 e Langeraad p. CXXIX (iguais): "…quand vous m'auez espousé, vous auez prins vn mari mortel, lequel estoit incertain de viure vne minute de temps; & cependant il a pleu a nostre bon Dieu nous laisser viure ensemble l'espace d'enuiron sept ans, nous donnant cinq enfans". Cortados "Sabeis bem que" e "o espaço de"
"…Eu vou adiante de vós; e, quando aprouver ao Senhor, vós me seguireis…" Crespin p. 570 ("Je m'en vai deuant vous, & quand il plaira au Seigneur, vous me suiurez"); Langeraad p. CXXXI
"…Guardai a minha carta como lembrança de mim: está bem mal escrita, mas é como posso, e não como quero." Crespin p. 571 ("gardez ma lettre pour souuenance de moi; elle est bien mal escrite, mais c'est comme ie puis, & non pas comme ie veux"); Langeraad p. CXXXIII
No sábado, 31 de maio, às três da manhã, avisaram-no de que morreria às seis. Na tela: "Valenciennes, 31 de maio de 1567, 3 h" Crespin/Benoit III p. 582 ("le Samedi, dernier iour de May… enuiron les trois heures du matin, qu'ils se preparassent à la mort pour les six heures ou enuiron"); Langeraad p. 84
"Meus irmãos, hoje sou condenado à morte pela doutrina do Filho de Deus. Louvado seja ele: estou muito alegre." Na tela: "segundo as Procédures (1568)" Crespin/Benoit III p. 582 ("Mes freres, ie suis auiourd'hui condamné à la mort pour la doctrine du Fils de Dieu; loué en soit-il: ie suis fort ioyeux"); Langeraad p. 84 (pela ed. de 1568, p. 389). Corte no fim ("Nunca teria pensado que Deus me fizesse tal honra")
Foi enforcado na praça do mercado, sobretudo por ter celebrado a Ceia contra a proibição Crespin/Benoit III p. 583 ("d'estre pendus & estranglez, pour auoir contreuenu au commandement de la Cour de Bruxelles… on insista specialement sur ce qu'ils auoyent administré la Cène, contre les defenses expresses"); Haemstede, em Langeraad p. 85 ("dan alleen", só pela Ceia); a regente, Benoit p. 537 n. 3 ("y ayans mutiné le peuple contre sa Majesté")
Da escada, exortava o povo a respeitar o magistrado e permanecer na doutrina que lhe ensinara; não o deixaram terminar Crespin/Benoit III p. 584 ("exhorta le peuple à porter reuerence au Magistrat… Puis les pria de vouloir perseuerer en la doctrine laquelle il leur auoit annoncée… Il n'acheua pas du tout son propos, d'autant que les Commis firent signe au bourreau de le haster"); Langeraad p. 85
Naquela madrugada, ele tinha citado o Apocalipse Crespin/Benoit III p. 582 ("fit du passage de l'Apocalypse vne exclamation: O que bien-heureux sont les morts qui meurent au Seigneur!"); Langeraad p. 84
Na tela: "Bem-aventurados os mortos que em o Senhor morrem desde agora. Sim, diz o Espírito, para que descansem de seus trabalhos…" (Apocalipse 14:13, Almeida, 1819) A Biblia Sagrada, trad. Almeida, Londres, 1819 (IA bibliasagradacon00alme): "Bemaventurados os mortos, que em o Senhor morrem desd'agora: Si, diz o Espirito: peraque descansem de seus trabalhos; e suas obras os seguem." Grafia atualizada; na tela, cortado antes de "e suas obras os seguem". Na forma dele, "desde agora" vai com o descanso; o vídeo não diz "ele disse estas palavras"
Legenda: Mateus 10:29–31, que ele cita na carta à esposa Crespin p. 569 ("Ne craignez point, vos cheueux sont nombrez. Deux passereaux ne sont-ils pas vendus vne maille?…"); Almeida 1819: "Naõ se vendem dous passarinhos por hum ceitil? e nem hum d'elles cairá em terra sem vosso pae. E até os cabellos de vossa cabeça todos contados estaõ. Naõ temais pois: mais valeis vós que muytos passarinhos." Grafia atualizada; na ordem da Bíblia (ele cita o v. 30 antes do 29)
Legenda e carrossel: nasceu em Mons, por volta de 1522; pintor de vidro; Londres; Lausanne e Genebra; pregação às escondidas com nomes falsos Langeraad p. 10 (as idades de 1561 e 1567); Ollier p. 34 ("vers 1522"); Biographie nationale ("vers l'année 1523"); Crespin/Benoit III p. 581; Langeraad p. 30–31; Benoit III p. 534 n. 2
Legenda e carrossel: casamento com Catherine Ramon por volta de 1559; cinco filhos Langeraad p. 24–25; a carta de 1567 ("enuiron sept ans… cinq enfans")
Carrossel: a Confissão escrita sobretudo por ele, com a ajuda de outros pastores Benoit III p. 100 n. 1 (via Brandt: "assisté" por Adrien Saravia e outros); Leiden
Carrossel: exílio em Sedan; volta em agosto de 1566 (Antuérpia, Valenciennes) Crespin/Benoit III p. 581 ("au commencement du mois d'Aoust 1566"); Ollier
Legenda e carrossel: Valenciennes em revolta armada; ele diz ter aconselhado moderação Dossiê §4; carta aos fiéis de Valenciennes, 18/4/1567 ("se muitos mal-avisados tivessem feito o que eu aconselhava…"), Crespin/Benoit III p. 539
Legenda: a epístola ao rei fala em nome de súditos obedientes; a frase fecha um pedido, não uma acusação Ollier p. 164–166; Leiden (a frase fecha um pedido condicional: "se estenderdes o vosso braço para o mergulhar no sangue de tantas pessoas…")
Legenda e carrossel (mito): "por cima do muro" Nenhuma das três fontes de 1561–1562 fala em muro: "premiere fe[rmeture]" (2/11/1561), "premiere fermeture" (viúva d'Antoing), "premiere porte" (10/1/1562)
Carrossel (mito): "a carta ao rei no pacote"; Filipe II fora dos Países Baixos Langeraad p. 32 (a carta do pacote era aos comissários); Ollier p. 69 (Filipe parte de Flessingue em agosto de 1559 e desembarca em Laredo em 8/9/1559)

Ficaram de fora de propósito: "por cima do muro" e "a carta ao rei jogada no castelo" (sem fonte); Filipe II "hospedado no castelo" (erro); a frase da epístola sobre "oferecer as costas aos golpes…" (só lida em tradução inglesa); "se eu tivesse cem mil vidas" (1 via), "o meu espírito tem asas" e "Adeus, Catherine, minha muito boa amiga" (não couberam); o preboste que lamenta "que a coisa tenha chegado a isto" (só na imagem: um oficial de pé, com respeito); o capitão Hamaide "com vinho na cabeça", o padre "bêbado" e as glosas de Crespin contra padres; Peregrin de la Grange e os outros mortos do mesmo dia; o pânico dos soldados na praça e o número de mortos (diverge); o destino dos corpos; a carta à mãe (19/5/1567); a história das edições da Confissão.

Leituras

  • Procédures tenues à l'endroict de ceux de la Religion du Pays Bas (1568), via Crespin/Benoit e Langeraad
  • Jean Crespin, Histoire des martyrs, ed. D. Benoit, t. III (Toulouse, 1889)
  • L. A. van Langeraad, Guido de Bray (Zierikzee, 1884), com as cartas dos comissários de 2/11/1561 e 10/1/1562
  • D. Ollier, Guy de Brès: étude historique (Paris, 1883)
  • Universiteit Leiden, The Dutch Revolt: a epístola a Filipe II (1561)
  • A Biblia Sagrada, trad. J. F. de Almeida (Londres, 1819), Ap 14:13 e Mt 10:29–31

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