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Os Reformadores
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Episódio 21 · Os valdenses do Piemonte, 1655

A Páscoa sangrenta

“A Páscoa sangrenta”

Abril de 1655, nos Alpes do Piemonte. Sobreviventes escreveram aos irmãos: "Nossas lágrimas já não são lágrimas de água, mas de sangue." (Carta dos valdenses, 27 de abril de 1655 · em Morland, 1658)

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Quem eram

Os valdenses dos vales do Piemonte (Luserna, Perosa, San Martino) eram protestantes desde a adesão à Reforma, em 1532 (episódio 4), e súditos do duque de Savoia, Carlos Emanuel II, de 20 anos, sob a regência da mãe.

Tinham concessões antigas de tolerância, mas só dentro de certos limites. Em 25 de janeiro de 1655, a ordem do auditor Andrea Gastaldo, em nome do duque, mandou as famílias de nove lugares irem em três dias para os lugares tolerados, sob pena de morte, salvo se em vinte dias provassem ter-se feito católicas ou vendido os bens a católicos.

Saíram no inverno, "pela chuva, neve e gelo" (Morland, 1658).

Sem caricatura

A ordem de janeiro foi dada por um magistrado, "em nome do duque"; o exército estava sob o marquês de Pianezza.

Diante do duque, em Rivoli, o próprio enviado de Cromwell, Samuel Morland, ressalvou: "ninguém pode dizer que isso foi feito por vontade de Vossa Alteza" (Morland, 1658).

A corte publicou a sua versão (o Factum): só teria havido violência em combate. A testemunha contrária mais forte veio de dentro do exército: o capitão Du Petitbourg, em 27 de novembro de 1655. Em agosto, o duque assinou o perdão.

Linha do tempo

  1. 25/1/1655A ordem de Gastaldo, em Luserna
  2. 17/4Chega o exército, sob o marquês de Pianezza; combates até o dia 20
  3. 21/4O marquês garante que bastaria hospedar tropas
  4. 24/4O sinal no Castelluzzo, sobre La Torre
  5. 27/4A carta dos sobreviventes
  6. maio de 1655Cromwell escreve ao duque e a outros príncipes
  7. 18/8/1655Patentes de graça, assinadas pelo duque em Rivoli
  8. 1673Milton publica o soneto XV
Os ecos dos vales
“Todos os ecos dos vales e dos Alpes davam respostas tão dignas de pena aos gritos lamentosos dos pobres massacrados…”

“Tous les échos des Vallées & des Alpes rendoient des réponces si pitoyables aux cris lamentables des pauvres massacrés…”

Jean Léger, Histoire générale des Églises évangéliques des vallées de Piémont (Leiden, 1669), parte II · tradução literal nossa

No soneto de Milton, publicado em 1673: "Os vales redobraram os seus lamentos aos montes, e eles, ao céu."

O fim do soneto
“O seu sangue de mártires e as suas cinzas semeia sobre todos os campos italianos, onde ainda governa o tirano tríplice: para que deles cresçam cem vezes mais, que, tendo aprendido o teu caminho, cedo fujam da desgraça babilônica.”

“Their martyr'd blood and ashes sow / O're all th' Italian fields where still doth sway / The triple Tyrant: that from these may grow / A hunder'd-fold, who having learnt thy way / Early may fly the Babylonian wo.”

John Milton, "On the late Massacher in Piemont", Poems, &c. upon Several Occasions (Londres, 1673), XV, versos 10–14 · tradução literal nossa

O "tirano tríplice" e a "desgraça babilônica" são um ataque ao papa, na linguagem polêmica protestante do séc. XVII: por isso o vídeo deixou estes versos de fora.

Mito e fato

MitoO massacre foi na Páscoa.

FatoA Páscoa do Piemonte (calendário gregoriano) foi em 28 de março. O 24 de abril só era véspera da Páscoa no calendário antigo, ainda usado em Genebra e Londres. O nome "Páscoas piemontesas" vem do séc. XIX (Muston; Tron, 2005).

MitoSabemos quantos morreram.

FatoNão sabemos. Papéis da corte falavam em cinquenta; Muston calculou mais de dois mil. Léger listou, nome por nome, 86 valdenses mortos em combate.

MitoOs valdenses só sofreram, sem reagir.

FatoResistiram de armas na mão antes (17 a 20 de abril) e depois do dia 24, até o verão.

O que se ouve no episódio

A narração completa, com as falas dos personagens. As falas são palavras registradas, com a fonte na lista abaixo.

NarradorAbril de 1655. Dos vales dos Alpes, sobreviventes escrevem aos irmãos:

Os ValdensesNossas lágrimas já não são lágrimas de água, mas de sangue. A nossa pena é guiada por uma mão trêmula.

NarradorEram valdenses, protestantes dos vales do Piemonte, súditos do duque de Savoia. Em janeiro, uma ordem em nome do duque mandou as famílias de nove lugares saírem de casa em três dias, sob pena de morte, a não ser que se fizessem católicas ou vendessem os bens. Era inverno. Em abril chegou um exército, sob o marquês de Pianezza. Houve combates, e os valdenses armados resistiram. No dia 21, o marquês garantiu aos delegados que nada aconteceria a quem hospedasse tropas por poucos dias. Abriram as casas. No dia 24, foi dado o sinal. O pastor Jean Léger, que viu parte do que houve, escreveu:

Jean LégerA pena me cai das mãos, e as lágrimas diluem a minha tinta.

NarradorNo calendário antigo, ainda usado em Genebra e Londres, era a véspera da Páscoa. Daí o nome: Páscoas piemontesas. Ninguém sabe quantos morreram. Léger diz que a maioria eram mulheres, crianças, velhos e doentes. Segundo o historiador valdense Muston, papéis da corte falavam em 50; ele, com relatórios oficiais, calculou mais de 2000. Um capitão das tropas do marquês declarou que viu matarem homens a sangue-frio, e mulheres, velhos e crianças, e deixou o comando. Os sobreviventes pegaram em armas. Em Londres, Oliver Cromwell chamou o povo à oração e a uma coleta. Escreveu ao duque, em latim, pela pena do seu secretário, o poeta John Milton:

Oliver Cromwell…Deus, que quis que o direito inviolável e o poder sobre a consciência fossem só dele.

NarradorEm agosto, o duque assinou um perdão, com condições, e os valdenses voltaram aos vales. Milton, já cego, deixou um soneto:

John MiltonVinga, ó Senhor, os teus santos chacinados, cujos ossos jazem espalhados nas frias montanhas dos Alpes… Não esqueças: no teu livro registra os seus gemidos… Os vales redobraram os seus lamentos aos montes, e eles, ao céu.

Galeria

Traduções literais nossas. Os números de mortos só com fonte nomeada; as gravuras de atrocidades de Morland e Léger ficaram de fora. Secundária: Alexis Muston, The Israel of the Alps (1866), usada pelos dados, não pelo tom.

William Faithorne, John Milton, gravura, 1670 · National Gallery of Art, Washington · Domínio público (CC0) (`File:William Faithorne, John Milton, 1670, NGA 58207.jpg`).
Samuel Cooper, Oliver Cromwell, miniatura, c. 1653 · Domínio público (`File:Portrait of Oliver Cromwell, by Samuel Cooper, c. 1653.jpg`, 554 × 694).
Pintor desconhecido, Carlos Emanuel II, duque de Savoia, séc. XVII · Catalogo generale dei Beni Culturali · Domínio público (`File:Charles Emmanuel II, Duke of Savoy.png`).
Wenceslaus Hollar, Samuel Morland, gravura · Universidade de Toronto · Domínio público (`File:Wenceslas Hollar - Sir Samuel Morland (.) (State 2).jpg`).
Samuel Morland, The History of the Evangelical Churches of the Valleys of Piemont, Londres, 1658, folha de rosto · exemplar do Princeton Theological Seminary · Domínio público (o PDF do IA `historyofevangel00morl` no Commons, página 7).
John Milton, Poems, &c. upon Several Occasions, Londres, 1673, p. 58: o soneto XV · Domínio público (`File:Poems, etc. upon several occasions - Milton - 1673.djvu`, página 74).
Ford Madox Brown, Cromwell, protetor dos valdenses, 1877 (cena imaginada) · Domínio público (`File:Cromwell, Protector of the Vaudois.jpg`, 661 × 552).

Para salvar

O resumo do episódio em oito cartões. Deslize para o lado.

Cartão 1 do resumo de A Páscoa sangrentaCartão 2 do resumo de A Páscoa sangrentaCartão 3 do resumo de A Páscoa sangrentaCartão 4 do resumo de A Páscoa sangrentaCartão 5 do resumo de A Páscoa sangrentaCartão 6 do resumo de A Páscoa sangrentaCartão 7 do resumo de A Páscoa sangrentaCartão 8 do resumo de A Páscoa sangrenta

Fontes de cada afirmação

Afirmações e fontes

Narração Fonte
Abril de mil seiscentos e cinquenta e cinco. Dos vales dos Alpes, sobreviventes escrevem aos irmãos. Na tela: "Alpes do Piemonte · 27 de abril de 1655" Morland (1658), livro II, cap. VI: carta datada "27. April, 1655", "written (as is supposed) by some of the poor distressed Protestants", aos "Brethren and Fathers". Autoria coletiva e incerta: a voz não ganha nome nem rosto
OS VALDENSES: "Nossas lágrimas já não são lágrimas de água, mas de sangue. A nossa pena é guiada por uma mão trêmula." Na tela: "Carta dos valdenses · em Morland, History… (1658)" Morland (1658), II cap. VI: "Our tears are no more tears of water, but of bloud, which do not onely drown and obscure our sight, but even oppress our very hearts! Our pen is guided by a trembling hand!" (começo impresso em francês: "Nos larmes n'ont plus d'eau, mais de sang…"). Cortado: "que não só afogam… o nosso coração"
Eram valdenses, protestantes dos vales do Piemonte, súditos do duque de Savoia Morland II cap. IV (a concessão de 19/5/1654); Carlos Emanuel II, duque desde 1638, sob a regência de Cristina de França. Continuidade com o ep. 4 (O povo das montanhas): a origem não se repete
Em janeiro, uma ordem em nome do duque mandou as famílias de nove lugares saírem de casa em três dias, sob pena de morte, a não ser que se fizessem católicas ou vendessem os bens. Na tela: "Luserna · 25 de janeiro de 1655 · ordem do auditor Andrea Gastaldo" e "«Dato in Luserna li 25. Gennaro 1655»" Morland II cap. IV (texto italiano e inglês: "Dato in Luserna li 25. Gennaro 1655"); Léger (1669), parte II (texto italiano); carta de Cromwell (1655: "triduo… poena capitis… intra dies viginti"). Os nove lugares: Luserna, Lusernetta, San Giovanni, La Torre, Bibiana, Fenile, Campiglione, Bricherasio, San Secondo; os vinte dias para provar a conversão ou a venda a católicos. A it.wikipedia dá "15 de janeiro" (erro): vale 25/1
Era inverno Morland II caps. IV–V: a fuga "pela chuva, neve e gelo"
Em abril chegou um exército, sob o marquês de Pianezza. Houve combates, e os valdenses armados resistiram. Na tela: "Vale de Luserna · 17 a 24 de abril de 1655" Morland II cap. VI ("Upon Saturday the seventeenth of April 1655"); Léger II ("le Samedi le 17 d'Avril"); combates de 17 a 20 de abril em San Giovanni, Angrogna e Taillaret (Morland; Léger, que esteve num deles)
No dia vinte e um, o marquês garantiu aos delegados que nada aconteceria a quem hospedasse tropas por poucos dias. Abriram as casas Léger II, p. ~109–110 ("Le Mercredi le 21. jour funeste & fatal aux pauvres Évangéliques"): os delegados chamados, o jantar, a garantia de que bastaria hospedar "um regimento de infantaria e duas companhias de cavalaria" por dois ou três dias; as comunidades recebem as tropas "sem resistência"; Morland II cap. VI (mesmo relato)
No dia vinte e quatro, foi dado o sinal Léger II, p. ~111: "Au troisième jour, qui fut le 24 d'Avril… le signal ayant esté donné sur la coline de la Tour qu'on appelle le Castelas". A hora ("quatro da manhã") é só de Muston e não entra
O pastor Jean Léger, que viu parte do que houve, escreveu. LÉGER: "A pena me cai das mãos, e as lágrimas diluem a minha tinta." Na tela: "Jean Léger, Histoire générale des Églises évangéliques des vallées de Piémont, 1669" Léger II, p. ~111: "j'ay esté contraint d'estre le triste spectateur de partie de cette horrible Tragédie"; "Que diray-je? la plume me tombe des mains, & les larmes détrempent mon ancre"
No calendário antigo, ainda usado em Genebra e Londres, era a véspera da Páscoa. Daí o nome: Páscoas piemontesas. Na tela: "Páscoa de 1655: 28 de março (calendário gregoriano) · 25 de abril (calendário juliano, na contagem nova)" Cálculo da Páscoa de 1655 (algoritmos gregoriano e juliano; python-dateutil, conferido à mão): gregoriana 28/3; juliana 15/4 estilo antigo = 25/4 estilo novo. Muston: "Saturday, the 24th of April, being Easter Eve". Tron (2005), nota 1: o Estado de Savoia seguia o gregoriano; o nome vem da historiografia do séc. XIX. Léger e Morland não chamam o massacre de Páscoa nos trechos lidos. Nunca "os soldados escolheram a Páscoa"
Ninguém sabe quantos morreram. Léger diz que a maioria eram mulheres, crianças, velhos e doentes. Na tela: "segundo Léger (1669)" Léger II, p. 138: "La plus-part des massacrés ayant esté des Femmes, des petits Enfans, des Vieillards, & des Malades"; Léger não dá total no trecho lido
Segundo o historiador valdense Muston, papéis da corte falavam em cinquenta; ele, com relatórios oficiais, calculou mais de dois mil. Na tela: "segundo Alexis Muston, L'Israël des Alpes (séc. XIX), com documentos de Turim" e as cifras "50", "10 ou 12", "160 · Bobbio", "150 · Villar", "mais de 2.000" Muston, The Israel of the Alps (trad. inglesa, 1866), v. 1, parte II, cap. VII: documentos da corte, "não mais de cinquenta" num, "no máximo dez ou doze" noutro; relatórios oficiais de Bobbio (160 mortos) e Villar (150): "mais de 2.000" em todos os vales. Fora de propósito: 1.712 (Tron 2005, p. 13: rol protestante de 1656, não aberto), 4.000–6.000
Um capitão das tropas do marquês declarou que viu matarem homens a sangue-frio, e mulheres, velhos e crianças, e deixou o comando. Na tela: "Capitão Du Petitbourg, declaração, Pinerolo, 27 de novembro de 1655" Léger II, p. ~118 (declaração de Du Petitbourg, comandante do regimento de Grancey, sob ordens de Pianezza): "j'ay vû de mes yeux meurtrir les hommes de sang froid, & tuer miserablement les Femmes, les Vieillards, & les petits Enfans… je fus contraint de me retirer & d'abandonner la conduite du Regiment"; Morland: "Fait à Pinerol ce 27. Novembre 1655"; Muston. Em discurso indireto. O Factum da corte o diz protestante: não chamá-lo de católico
Os sobreviventes pegaram em armas Léger II, p. 139–141 ("Roole des Évangéliques des Vallées morts dans les Combats": 86 nomes); Morland III cap. III; Josué Janavel e Bartolomeo Jahier, até o verão
Em Londres, Oliver Cromwell chamou o povo à oração e a uma coleta. Na tela: "Londres, maio–junho de 1655" Morland IV cap. V: a declaração de humilhação e a coleta; total de £ 38.097 7s 3d, com £ 2.000 de Cromwell (só no dossiê)
Escreveu ao duque, em latim, pela pena do seu secretário, o poeta John Milton. Na tela: "Cromwell ao duque de Savoia · Whitehall, maio de 1655" Literae Pseudo-Senatus Anglicani (1676), p. 85–87: "Serenissimo Principi Immanueli Sabaudiae Duci", "Alba Aula, May. 1655"; a coletânea póstuma diz as cartas "conscriptae a Joanne Miltono". Milton era secretário de línguas estrangeiras do Conselho de Estado
CROMWELL: "…Deus, que quis que o direito inviolável e o poder sobre a consciência fossem só dele." Na tela: "Literae Pseudo-Senatus Anglicani, ed. Milton (1676)" Literae (1676), p. 87: "…qui conscientiae jus inviolabile ac potestatem penes se unum esse voluit". Tradução literal nossa do latim; oração relativa marcada com reticências
Em agosto, o duque assinou um perdão, com condições, e os valdenses voltaram aos vales. Na tela: "Patentes de graça · Rivoli, 18 de agosto de 1655" Morland IV caps. VI ("Given in Rivoli the 18. of August", assinadas "C. Emanuel") e VIII (as restrições do tratado)
Milton, já cego, deixou um soneto Poems (1673), XVI, p. 59: "When I consider how my light is spent, / E're half my days" (a cegueira, nas palavras dele). Data de composição do XV não documentada: "deixou"
MILTON: "Vinga, ó Senhor, os teus santos chacinados, cujos ossos jazem espalhados nas frias montanhas dos Alpes… Não esqueças: no teu livro registra os seus gemidos… Os vales redobraram os seus lamentos aos montes, e eles, ao céu." Na tela: "John Milton, 'On the late Massacher in Piemont', Poems, 1673" Poems, &c. upon Several Occasions (Londres, 1673), XV, p. 58–59, conferido em dois exemplares do Internet Archive: "Avenge O Lord thy slaughter'd Saints, whose bones / Lie scatter'd on the Alpine mountains cold, … Forget not: in thy book record their groanes … Their moans / The Vales redoubl'd to the Hills, and they / To Heav'n." Versos 1–2, 5, 8b–10a; fora, com reticências, os versos 3–4, 6–8a e 10b–14 (violência explícita e o ataque ao papa). "Vinga" é a voz de Milton, eco de Ap 6:10; não é o fecho
Fecho, na tela: "Minhas viravoltas tu contaste; põe minhas lágrimas em teu odre: porventura não estão em teu registo?" Salmo 56:9 (Almeida, 1819) · 56:8 nas edições modernas Almeida, Londres, 1819, p. 567: "Minhas viravoltas tu contaste; poem minhas lagrimas em teu odre: porventura naõ estaõ em teu registo?"; Nova York, 1848: "Minhas vira voltas…". Grafia atualizada; "registo" mantido. A Almeida numera o título do salmo como v. 1
Legenda: "Recomendamos os nossos pobres pastores, com os seus rebanhos espalhados e dispersos, às vossas fervorosas orações cristãs." Morland (1658), II cap. VI, a mesma carta de 27/4/1655: "We recommend our poor Shepherds, together with their scattered and dispersed flocks, to your fervent Christian prayers". Tradução nossa
Legenda: Apocalipse 6:9–10, na folha de rosto de Morland Folha de rosto de Morland (1658), epígrafe "Revel. 6.9"; Almeida, Londres, 1819: "E avendo aberto o quinto sello, vi debaixo do altar as almas dos que por amor da palavra de Deus foraõ mortos, e por amor do testimunho que tinhaõ. E clamavaõ com grande voz, dizendo: Até quando, ó sancto e verdadeiro Dominador, naõ julgas e vingas nosso sangue dos que sobre a terra habitaõ?" Grafia atualizada; na legenda, só o v. 10
Carrossel: "Todos os ecos dos vales e dos Alpes…" Léger II, p. ~111: "Tous les échos des Vallées & des Alpes rendoient des réponces si pitoyables aux cris lamentables des pauvres massacrés…"
Carrossel: "ninguém pode dizer que isso foi feito por vontade de Vossa Alteza" Morland IV cap. IV, discurso em Rivoli, diante do duque e de Madame Royale: "(which no man can say was done by the will of your H.)"
Carrossel: a versão da corte Morland III cap. I: o Factum (italiano e inglês): alojar "pacificamente", violência só "no ato de combater, e sem tocar ninguém inábil para portar armas"
Carrossel: o fim do soneto (versos 10–14), com nota Poems (1673), XV, p. 59: "Their martyr'd blood and ashes sow / O're all th' Italian fields where still doth sway / The triple Tyrant: that from these may grow / A hunder'd-fold, who having learnt thy way / Early may fly the Babylonian wo." Tradução literal nossa

Leituras

  • Samuel Morland, The History of the Evangelical Churches of the Valleys of Piemont (Londres, 1658)
  • Jean Léger, Histoire générale des Églises évangéliques des vallées de Piémont (Leiden, 1669), parte II
  • Literae Pseudo-Senatus Anglicani, ed. John Milton (1676), p. 85–93
  • John Milton, Poems, &c. upon Several Occasions (Londres, 1673), sonetos XV e XVI
  • Daniele Tron, Le «Pasque piemontesi» e l'internazionale protestante (Torre Pellice, 2005)
  • A Biblia Sagrada, trad. J. F. de Almeida (Londres, 1819), Sl 56:9 e Ap 6:9–10

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